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As minhas origens... o meu percurso!

Livres memórias refrescam a alma quando damos por nós a recordar locais, cheiros e sons que fazem reviver a nossa infância.

Que saudosismo tão puro que sentimos nas nossas experiências de vida, não só recordamos como sofremos ao pensar nos momentos que já passaram. Um dia irão criar a máquina do tempo e nela poderemos então dirigir o nosso corpo e mente para esse momento desejado. Porém muitas gerações anteriores esperaram por essa máquina mas...


Às vezes sinto que nós artistas ou músicos ou homens de cultura não regressamos às origens... Sempre senti essa necessidade de me refugiar nos lugares aos quais a memória renova a lembrança e alegria desses curtos píxeis de lucidez do passado.

É um enorme desgosto para mim sentir que a minha memória está disposta numa fita fraccionada em simples trechos de lucidez...


Quando penso nisso sinto um receio que com 80 ou 90 anos não consigamos ter nem um canto de memória. Porém é quando insistimos e exercitamos o cérebro que descobrimos por vezes essas falhas e basta um simples reencontrar o espaço, ou um cheiro característico ou uma imagem que nos faz despertar a atenção... Aí renova-se a memória e o sorriso cai em nós, ou talvez não... Pergunto-me quando será feito um chip humano em que nós possamos registar as nossas observações e guardá-las em arquivo nas pastas e subpastas. Daí os registos fotográficos e de video serem imprescindíveis nos dias de hoje.


A informação propaga-se tão rapidamente, e somos invadidos pelo stress e pela rotina do dia-a-dia. Vale a pena pensar na força da nossa mente bem como a capacidade de conseguirmos reunir e processar tanta informação ainda para mais com a evolução abrupta da tecnologia, dos movimentos, da definição dos conteúdos e a sua perplexidade e a mistura de cores, sons e tamanhos que a nossa mente capta, essa informação de forma infimamente rápida! Somos sensíveis a tantos pormenores, e tão indiferentes ao que nos trespassa...